sexta-feira, 8 de setembro de 2023

A SAUDADE DO CAMPO, VOVÓ TUTUCHA E VOVÔ HILDEBRANDO

Me vem a memória que o tempo vem me visitar e puxo uma cadeira preguiçosa e como parceria a cuia do chimarrão bem afeição, para desfilar em mim muitos momentos que a saudade me trás.
Era guri ainda, mas um gurizito comportado,magrito por demais,desde cedo, eu era muito tímido,e continuo na minha essência.
O cenário era a fazenda do meu avô Hildebrando, nas cercanias de Santa Brígida, em São Gabriel,a terra dos marechais.
Na campanha o costume era levantar cedo para a lida do campo e dormir cedo. 
A noite quando chegava, jantavamos, a luz de lampião, não tinha televisão,nem rádio.
O que havia sempre até a hora do recolhimento para dormirmos, eram "os causos" aquelas histórias e estórias contadas para nós a mesa, pelo meu avô e minha avó Maria Lídia, a vovó Tutucha.
A memória me vem aos borbotões como um tropel de matungos  correndo as  coxilhas.
As mais contadas com suas nuances de  quem contava era a do Negrinho do Pastoreio, tinha a das cobras que iam a noite mamar  nas tetas das vacas, bah! A gente ficava de olhos arregalados e corria um medo tal que devido as circunstâncias a gente ia meio correndo pra baixo das cobertas.
Hoje adulto, dá uma saudade daquelas..daquele tempo maravilhoso onde não tem como esquecer !
A vovó Tutucha de manhã na hora do café, perguntava se tínhamos dormido bem ....e prontamente dizíamos sim, vovó e vovô se olhavam e davam aquele sorriso maroto....rsrsrs.
O café era um verdadeiro banquete, pão de casa, café passado na hora, aquele  queijo caseiro, frutas, doces para misturar no pão, antes de tudo isso, um mexido arroz, feijão...farinha..."tutu" meu Deus!! Eu ao lemmbrar chego a lamber os beiços!! Rsrsrs!
Tinha na fazenda do meu avô muitas frutas, e praticamente era da terra que saia todo o alimento.
Minha avó Maria Lídia, era uma mulher pequenina, muito ativa...de muita personalidade, enérgica e doce ao mesmo tempo, era rígida nos costumes.
O meu vovô Hildebrando era um homem quieto, uma mistura linda tipo bugre, negro -indio, uma cor de pele parda, um narigão, sempre com seu palheiro e o seu banquinho nas horas de descansar da lida.
É uma pena que não se tem  registros dessa época maravilhosa, fotos, vídeos.
Mas ainda bem que a memória me dá esse presente passando dentro de mim . É pra mim, uma benção lembrar desse tempo de grandes alegrias, e muito aprendizado junto aos meus avós.
Quando se juntavamos com nossos primos era uma festa, só alegria ...uma algazarra só.
Minha avó não gostava que a gente dizia nome feio e quando alguém dizia ela ficava muito braba.
Uma certa feita...o Júlio César, o Valandro, o José Eduardo, o Paulinho(Paulo Renato)o Marco Antônio, o Dolimar, o Sérgio, e o Jorge Fernando estávamos numa bagunça só nas imediações da casa, gritaria, e alguns nomes feios saía, minha vó Tutucha saiu correndo  da cozinha, era perto do meio dia e pegou o Jorge Fernando e deu aquele sermão, chegou a pegar uma maçã e colocar na boca dele, para não dizer mais nomes feios. Não  sei se o primo  lembra disso!
Meus primos devem lembrar dessas lembranças!! 
A lamentar foi a perda do primo Sérgio e do primo Paulo Renato recentemente 
Vovó era um barato! Uma vovó que junto com meu vovô (eram os pais de minha mãe Cely) estão no meu coração sempre.
Tem tanta coisa que percorre em mim ..que  a emoção chega forte desfilando tantos momentos que vivi e aprendi. 
Minha amada e meu amado vovó  Tutucha e vovô Hildebrando, obrigado por tudo!!
Sei que estão na luz de nosso Deus !!

NA LUTA SEMPRE!!


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

O PORQUE QUE OS AGENTES PÚBLICOS NÃO AGEM PREVENTIVAMENTE?

A gente cansa de ver o mesmo filme, a mesma ladainha de sempre: - ". Vamos acionar a Defesa Civil, vamos buscar recursos junto ao governo federal, iremos sobrevoar a região atingida, vamos investir mais para fatos esses, e outros não ocorram mais,há um telefone e endereço onde nossos cidadãos podem ajudar com alimentos, colchões, agasalhos" ...etc etc..

Acredito que esse discurso, muitos de vocês que estão lendo esse blog já estão cansados de ouvir essas "churumelas", isso é " conversa pra boi dormir". É ou não é? Eu digo que sim. 
Todos nós  viventes, sabemos que o clima no mundo mudou. É só  ter uma boa vontade e ir nos registros de uns 20,25 anos atrás e veremos a realidade.
O porque disso? Muito se deve e é a minha "simplinha" opinião, grande parte, e bota parte nisso, é da ação  criminosa, e irresponsável do homem quando judia da natureza. Depredação e outros tais!
Na verdade guris e gurias, o que realmente ocorre, é falta de compromisso público.
Ninguém toma atitudes reais, racionais para resolver ou talvez se debruçar sobre esses problemas para minimizar os riscos  desses desastres ambientais.
Hoje,há os alertas em muitos lugares, apontando que "nos próximos dias, há previsão de chuvas de grande intensidade ". E o que se faz com essa informação? Simplesmente esperamos acontecer, nada se faz, depois os discursos da mesmice.
Todo ano é assim ...e infelizmente é a mesma música sempre.
Parece que a perda de vida, nessas catástrofes, a perda de bens, pessoas que perdem literalmente tudo, não sensibilizam nossas autoridades.
Não há investimento em habitação para principalmente cidadãos que moram em zonas de risco, próximos a rios, em morros, e tantos outros locais.  Não há investimento em tecnologia para prever as mudanças de tempo em regiões diversas, as populações não recebem orientação do que fazer, a quem recorrer, a atitude tomar quando ocorre, o que está acontecendo por exemplo aqui no Rio Grande do Sul.
Nem falo da burocracia,nem falo de desvios de dinheiro, quando esse chega, por exemplo para as comunidades atingidas para  minimizar os estragos.
Na real, tudo se faz no improviso, na maior sem cerimônia, e quem padece é o cidadão, principalmtnte os mais pobres.
O que se sequer realmente é responsabilidade das autoridades e deixarem de palavras vazias para o povo,sem conteúdo, e principalmente respeito ao cidadão.
É imperioso salientar aqui, seria muito bom, uma atitude nobre das autoridades públicas, os políticos pensarem no bem comum das comunidades e não com seus interesses políticos.
 

NA LUTA SEMPRE!








FOI AMOR, SIM

Foi amor, sim, não tinha como não ser, foi de um momento para o outro, ocorreu aquele momento que paralisou minhas retinas, cristalizou meus...