DE CORTAR O CORAÇÃO
Hoje, passados mais de 600 dias dessa relação- que nem é de altos e baixos, é só para baixo mesmo, e o fundo do poço parece não ter fim - o coitado do Brasil não consegue nem sequer alimentar seu povo. Tem uma inflação de 9,30%.
Para o almoço precisa precisa do óleo de soja que ficou 78,75% mais caro. Pensou fazer um arroz, mas esse subiu 36,39%. A carne, já abandonou faz tempo, porque não acompanhou o aumento de 31,31%. E o feijão de todo o dia? Como é que vai para a mesa, custando 10,67% a mais? O café da manhã ficou sem café, que subiu 17,15%, e sem o leite, que disparou da mesa do Brasil, quase 10% mais caro.
Está parando, prostrado, o pobre Brasil: teve aumento de 39,52% na gasolina. É um Brasil apagadinh, com o custo da energia elétrica que disparou em 20,86% e ainda subirá mais.
O Brasil,de hoje, sem gás, que aumentou cinco vezes mais que a inflação em um ano, anda movido a lenha. Dá até pena de olhar.
TARDE DEMAIS
Nos últimos dessa triste história, um Brasil que se dá conta tarde demais da desgraceira em que se meteu. Palavras vazias encheram sua cabeça. Tá em crise o pobre Brasil: crise sanitária, crise hídrica, crise energética, crise ambiental, crise institucional. Abandonado, sofre com o amor não correspondido. Mas o que fez para merecer isso? Apaixonou-se. Agora precisa amargar a dor do término, aprender a lição e manter-se de pé.Firme.
Entender que paixões são baseadas em projeções e que as projeções se dissipam. São como os mitos que se desfazem: a imagem começa a ruir, a ruir, até cair. Se deu conta tarde demais, o ingênuo Brasil.
Que tenha mais sorte da próxima vez. Ou melhor: sorte não. Não se trata de um jogo de sorte ou azar.
Que o Brasil saiba escolher, com base mais na razão e menos na emoção.
JULIANA PETRRMANN, professora universitária
Diário de Santa Maria,07/09/21
Na luta sempre!!
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