terça-feira, 13 de maio de 2025

O FRIO DA MADRUGADA

Lá fora corre um vento galopando os campos verdes do pago. E na cidade, as luzes das ruas refletem uma névoa fria que chega em mim.
Acordo....olho pela janela, e vejo estrelas ainda dependuradas  no céu....e aos poucos outras estrelas apagando-se, é o dia que vem troteando para um novo desafio a ser enfrentado.
Para meu consolo pego um livro da cabeceira e meus olhos começam a debulhar as páginas que ainda faltam para serem concluídas.
Livro....é para mim um elexir que me renova, junto ao chimarrão nas horas em que me vejo só.
É uma parceria conectada junto com a a gatinha Marceline, que sempre colada em mim em muitos momentos.
Fico pensando quando sorvo a erva baguala do meu chimarrão essa sensação da  conexão do homem com o animal, essa gatinha pretinha que quando me encara, sentada no meu colo, sei que me diz tanta coisa e me acalma, como dizer , estamos juntos. Bendito dia em que quando conheci ela magrinha..assustadinha, com seus lindos olhinhos...foi amor instantâneo e peguei para ajudar a criar. 
Sei que um olhar diz muita coisa e tem coisas que ficam com a gente, coisas que gostariamos de falar...é tipo um grito que quer sair da garganta e fica imóvel no meio do caminho querendo avisar que quer falar algo...desabafar.
Mas de repente fica um silêncio lá fora e dentro de mim.
O carinho  da gatinha Marceline, e o seu olhar para mim... companheirinha de todas as horas, me diz muita coisa.
Nesse passar das horas junto ao amanhecer ainda acaricio as folhas do livro que está chegando ao fim sua leitura.
É hora de saltar da cama...e encarar outros momentos...afinal não podemos ficar inertes.

NA LUTA !


 


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