Ele estava dentro do apartamento , procurava alguém, ele tinha chaves do prédio, estava ancioso para ver ela.
Na sua testa,corria suor, cabelos brancos desalinhados como a neve , junto com o medo que nele percorria, e uma vontade louca de abraçar ela.
Ele pensava ...não viajou 15 horas em vão para encontrar o apartamento vazio.
Na cozinha, cheiro de restos de comida nos dois pratos que estava na mesa...cheirou aquela comida e constatou que era de uns 5 dias...e se perguntava para onde foi...foram. fugiram? Me levou ela? Por que ?
Desesperadamente pegou o telefone e viu que estava a bateria no final mas fez uma ligação, queria saber o que estava acontecendo, pois não estava entendendo nada.
Ele trabalhava numa plataforma marítima, numa grande empresa multinacional, passava grande parte do mês em alto-mar, ele era engenheiro de prospecção em águas profundas.
O telefone só dava caixa postal, e ele ficou desesperado, estava perdido, não estava entendendo nada.
Ele era separado , tinha uma relação conflituosa com a ex, e nesse contexto,a filha era seu único objetivo.
Ele e filha, Aline, se davam muito bem, tinham uma bela relação, antes de tudo , eram amigos.
Sempre quando vinha ver a filha trazia um presente, dessa vez trouxe, um bouquet de rosas vermelhas e uma camisa do Grêmio,de Porto Alegre.
Ele gremista , já sessentão, embora longe, tinha esse laço de amor com a filha.
A ex, era vendedora de imóveis de uma grande incorporadora multinacional com sede em São Paulo.
Vidas que por motivos outros se desencontraram mas os laços de amizade continuaram.
Ele pensou...e rapidamente tomou a decisão de ir pra um hotel nas proximidades.
Setenta e duas horas após a sua chegada toca o telefone, ele quase não ouviu o tocar do telefone, pois estava fazendo uma alaminuta a capricho.
Do outro lado da linha...aquela voz que soava suave, meiga....
- Filha !!!! Aonde estás?
- Pai, eu estava em um lugar de difícil acesso, agora a pouco que vi sua ligação.
- Estás aonde ?
- Estou aqui, vim te ver filha!
- Pai, tô chegando agora as duas da tarde me pega no aeroporto!
- Sim filha.
O vôo atrasou, e a vontade grande de abraçar sua filha.
Quando o serviço de informação do aeroporto diz que o vôo Recife- São Paulo, estava já na pista, Rodolfo seu pai, era só emoção.
No setor de desembarque nacional, quando viu sua filha, ele correu , e viu os olhos brilharem da filha e a alegria na cara.
Correram para os braços, e abraços um do outro.
O encontro estava conectado..pai e filha!
Na luta sempre!